Você sabe de onde vem o dinheiro de empresas de Internet? Principalmente de dois lugares: investidores e anunciantes.
Quando essas empresas são criadas, em geral elas surgem como uma boa ideia a ser lapidada. Esse processo conta com o apoio de investidores, gente com faro de bons negócios e dinheiro de sobra para financiar projetos promissores na esperança de que, lá na frente, quando ele puder andar sozinho e começar a render, tenha de volta não só o valor investido, mas parte do lucro que ela dará.
O Facebook surgiu assim também. Seus primeiros investidores foram Eduardo Saverin, amigo de Mark Zuckerberg e, mais tarde, Peter Thiel, co-fundador do PayPal.
Com o tempo, esses mesmos investidores começam a cobrar resultados, e é aí que a coisa aperta para a maioria. Não para o Facebook. O site conseguiu fazer a transição de investidores para renda própria muito bem — embora continue recebendo investimentos, que além de financiar as operações, catapultam o valor de mercado do empreendimento.
O grande trunfo do Facebook no que toca à publicidade é a segmentação. Aqueles anúncios que aparecem na coluna à direita da página, em geral, batem com nossos gostos e preferências. Não é coincidência. Ali estão os frutos do uso de todo o conhecimento que fornecemos voluntariamente ao Facebook, “contra” nós mesmos.
Na hora de criar uma peça publicitária para o Facebook, o anunciante tem à disposição uma série de filtros e parâmetros que permitem atingir uma fatia específica de gente inclinada a ver, gostar e clicar no anúncio. Esse casamento entre oferta e procura gera altas taxas de retorno para os anunciantes e isso, a longo prazo, faz do Facebook uma plataforma muito tentadora frente às outras na hora de fazer barulho em cima de um produto ou serviço.
No primeiro trimestre desse ano o Facebook exibiu 31,2% de todos os anúncios na web nos Estados Unidos. Em números absolutos, foram 346 bilhões de impressões. Numa forma ainda mais assustadora de ver esse dado, 1 em cada 3 anúncios vistos no período foram no Facebook.
O domínio na quantidade de impressões de anúncios em solo americano se estenderá para faturamento ainda em 2011, ano em que o Facebook conseguirá US$ 2,2 bilhões com anúncios no país, de acordo com previsões recentes — no mundo inteiro, a previsão é de de mais de US$ 4 bilhões. Globalmente a empresa ainda está longe do faturamento total de empresas como Google e mesmo a Yahoo!, mas já existem previsões de que em 2015 o site de Mark Zuckerberg se tornará líder mundial em anúncios online.
A forma de anunciar está mudando. Além do grafo social, que ajuda a segmentar anúncios em larga escala como nunca antes foi possível, a plataforma do Facebook é flexível o bastante para permitir abordagens divertidas, criativas, o que também colabora para impulsionar as taxas de conversão para cima.
Fontes: The Huffington Post, Search Engine Land (2) e BizTalk.
